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Pesquisa Acervo de Áudio das Rádios Públicas do Brasil

Desenvolvida numa parceria entre o Observatório da Radiodifusão Pública na América Latina, Laboratório de Políticas de Comunicação da UnB e a Associação das Rádios Públicas do Brasil – ARPUB, a pesquisa é uma contribuição para a construção de políticas de preservação dos acervos de áudio – de programas e fonogramas – para as rádios públicas. Oferece subsídios que podem orientar a elaboração de um projeto de abrangência nacional destinado ao levantamento, recuperação e manutenção dos acervos já existentes e também em implementar ações de estimulem a construção da memória do tempo presente em emissoras que ainda não tenham essa prática de preservação de suas produções.

A pesquisa teve como público-alvo as emissoras afiliadas à Associação das Rádios Públicas do Brasil – ARPUB. De um total de 80 integrantes da entidade, 51 participaram do levantamento. Gestores e responsáveis pelos acervos responderam ao questionário com 31 perguntas distribuídas em três dimensões: perfil da emissora, acervo de programas e acervo fonográfico. Nas dimensões sobre acervos foram levantados questões sobre o tipo de gênero de programas armazenados, quantidade, suporte e condições de guarda desse material.

Sinteticamente a pesquisa mostra:

  • 76% dispõe de acervo de programas e 93% mantém acervo de musicas.
  • Mais de 60% das emissoras sem acervo de programas alegam falta de recursos para adquirir equipamentos de digitalização de arquivos de áudio, assim como para compra de materiais e equipamentos necessários ao funcionamento do setor.
  • Somente 38,2% das rádios disseram possuir todos os gêneros de programas armazenados.
  • Um quinto das emissoras tem em seu acervo programas produzidos entre as décadas de 30 a 70.
  • Observa-se que um quarto delas possuem em seu acervo fonogramas da década de 30. A partir da década de 50 a incidência do acervo mais velho é esporádica. Em média 2 emissoras informando ter em seu acervo fonogramas mais antigos gravados no período.
  • Mais de 70% das emissoras tem arquivado entre 100 a mais de 10 mil horas de programas.
  • 55% informaram que não tem profissional dedicado à tarefa de manutenção do acervo de programas. Entre as que possuem suporte, 44% informaram que dispõe de um a dois funcionários para cuidar do material. Situação diferente quanto ao acervo de música onde 63% dispõe de pessoal especializado.
  • Em relação aos acervo de programas, 78% das emissoras disseram ter locais próprios e com refrigeração. Mas a maioria carece de sistema de desumidificação (74%) e sistema de tráfego (61%). Situação melhor em relação ao acervo de música. Em 91% o material encontra-se em locais próprios (91,4%) e com refrigeração (74%). Mas a maioria carece de sistema de desumidificação (82%) e sistema de tráfego (65%).
  • O estado de conservação dos arquivos de programas armazenados em suporte digital é considerado de razoável para ótimo (nota maior que 5 em uma escala que varia de 0 a 10). Já os que se encontram em fitas rolo e cassete tiveram o seu estado de conservação avaliado de precário a péssimo (nota menor que 5 em uma escala que varia de 0 a 10).
  • Quanto ao estado de conservação do acervo de música, a considerar o suporte em que se encontram armazenados os fonogramas, a maioria das emissoras avalia como razoável as condições de armazenamento de CDs, LPs, Compactos ou mesmo Mini Disc (nota 5 em uma escala que varia de 0 a 10). Os acervos digitalizados são os que recebem nota máxima (10) para o quesito condições de conservação.

Relatório para download.

Relação de emissoras que participaram da pesquisa


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