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Histórico do Sistema

O início da Guerra do Chaco, travada entre a Bolívia e o Paraguai entre 1928 e 1932, levou o governo boliviano a perceber a necessidade estratégica de criação de um meio que estivesse a serviço da divulgação e da defesa dos interesses da nação. Foi então que o Centro de Propaganda e Defesa Nacional concebeu a ideia da instalação de uma rádio de grande alcance. A emissora criada desempenhou papel de destaque na cobertura do conflito. Especificamente, os propósitos de sua criação foram organizar um serviço de propaganda governamental radiotelefônica para o exterior e também para a população nacional, inclusive os povos indígenas, com uma programação em seus próprios idiomas.

Em 1933, foi criada, efetivamente, a Rádio Illimani, em La Paz, que contava com uma grade de 22 programas. O conteúdo das transmissões era predominantemente voltado à defesa da soberania nacional, contando com a participação de cidadãos formadores de opinião. Porém, o Paraguai, oponente da Bolívia na guerra, já possuía uma imprensa estabelecida à época e, por isso, as informações dos conflitos chegavam ao resto do mundo sempre pautadas, predominantemente, pelo seu ponto de vista.

Para aumentar a extensão de suas transmissões e sua conseqüente influência, o Centro de Propaganda boliviano buscou financiamentos de entidades comerciais, que a princípio faziam doações voluntárias a emissora. Mais tarde, em 1934, uma resolução transferiu os transmissores do Centro de Propaganda e Defesa Nacional para a Companhia Rádio Boliviana, uma empresa privada.

Em fevereiro de 1936, por decisão da Companhia de Rádio Boliviana são suspensas por um mês as transmissões da Rádio Illimani, que operava em ondas médias e curtas. O objetivo foi o de promover uma verdadeira reestruturação da emissora, visto que a imprensa nacional fazia criticas contundentes à programação então apresentada. Além disso, durante o ano de 1937, os funcionários da Illimani realizaram sua primeira greve, exigindo uma bonificação especial, situação que também incentivou o governo a cortar suas emissões.

Foi então que, no governo do General David Toro, através de um Decreto Supremo emitido em 7 de maio de 1937, a Companhia Rádio Boliviana, controladora da emissora Illimani, foi expropriada e incorporada novamente ao patrimônio do Estado. Dessa forma, as instalações, aparatos, antenas, bens móveis e imóveis da Companhia passaram a ser administrados por órgãos do governo central, situação que perdura até a atualidade. A rádio sofre, hoje, com a falta de tecnologia e de funcionários, o que implica em uma transmissão  precária que não consegue cobrir todo o país, exceto pelo seu sinal em ondas curtas.

A Televisão Universitária (TVU) é um meio de comunicação institucional da Universidade Mayor de San Andrés. Suas emissões tiveram início em 1979, quando o Conselho Nacional de Educação Superior (CNES) estabeleceu a base para o desenvolvimento e execução do projeto TVU para La Paz, ainda em circuito fechado. Em 1980, durante a ditadura de Garcia Mesa, a emissora foi equipada e reorganizada mediante o Decreto Supremo 16.800. Sua primeira emissão aconteceu em 24 de dezembro, na freqüência do canal 5 e com uma potência de 1 KW, com emissões das 17h30 às 22h00. Posteriormente, efetivou-se a mudança de frequência para o canal 13.

A Televisão Boliviana surgiu em 30 agosto de 1969 mediante um decreto emitido pelo então presidente Luis Adolfo Siles Salinas. Um dos feitos alcançados na época foi a conexão entre dois departamentos, quando se fez uma transmissão simultânea entre El Alto e Santa Cruz de la Sierra. Durante a década dos anos 70, a Televisão Boliviana iniciou sua própria produção, que era disseminada para o resto do país. Na década seguinte, a emissora se torna ENTB (Empresa Boliviana Nacional de Televisão).

Com o advento da democracia na Bolívia canais privados começaram a se multiplicar com a emissão de produtos americanos, de todos os tipos. Neste contexto, a ENTB se mantém com uma programação informativa e educativa. As empresas e redes de TV começam a se tornar mais fortes, enquanto as informações estatais diminuíram na ENTB, que começava a fazer concorrência às emissoras comerciais.

Em 2006, com a chegada do presidente Evo Morales e a aplicação da Constituição da Bolívia em todo o país, começou-se a recuperar o caráter governamental da emissora. Desta forma, foi determinada a criação em abril de 2009 da empresa Bolívia TV. Assim, as informações publicadas neste canal se constituem na posição oficial do estado da Bolívia e não puramente na prestação de um serviço público de comunicação.


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