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Histórico do Sistema

A primeira experiência de transmissão radiofônica que se têm notícias no Peru foi promovida por um amador que lançou a sua chamada a partir de um transmissor instalado no distrito de Magdalena próximo a Lima e recebeu, posteriormente, resposta do Panamá. Mais tarde, um consórcio anglo-peruano, denominado Peruvian Broadcasting Company, organizou a primeira estação no país, a OAX, que iniciou suas emissões no dia 20 de junho de 1925 e foi transferida para o Estado no ano seguinte. A empresa foi à falência dois anos após sua fundação.

A partir de 1935 outras estações começaram a operar em Lima e em Callao. Para o funcionamento das rádios, na época, era preciso apenas uma licença do Estado, o que permitiu a proliferação desordenada de estações. Neste contexto, a Companhia Marconi, também proprietária dos serviços de Correios do Peru, entrou em negociações com o governo para a criação da Rádio Nacional, inaugurada em 30 de janeiro de 1937, baseada nas experiências da OAX e de serviços radiofônicos do Exército e da Marinha. O país passa, então, por sucessivos regimes militares e civis. No final dos anos 30 e início dos 40, o governo peruano assumiu o controle completo da programação da Rádio Nacional do Peru, usando-a para proclamar slogans políticos e para promover comportamentos nacionalistas por meio da popularização da música folclórica e andina.

A primeira transmissão de TV no Peru foi feita dia 21 de outubro de 1939, em Lima, com a ajuda da comissão de TV do Instituto de Pesquisa Científica dos correios da Alemanha. A transmissão de imagens e sons de um filme e uma performance artística foram emitidas do salão de uma escola da capital peruana para várias casas vizinhas. Somente duas décadas mais tarde houve uma nova transmissão dessa natureza.

Em 1957, o Ministério da Educação do Peru, em colaboração com a Unesco, decidiu instalar um canal educativo na Escola de Eletrônica do país, como forma de dar suporte às ações para o estabelecimento de programas de treinamento em eletrônica. Em 17 janeiro de 1958 foi inaugurado oficialmente o canal 7, a Televisão Nacional. O Canal 7 foi a primeira emissora do Peru e, mais tarde, a primeira a transmitir em cores e a fazer uso do satélite. Um ano depois, nascia no país a primeira rede de televisão privada.

No início da década de 70, com um novo regime militar, dessa vez de caráter nacionalista, o setor encontrava-se controlado em grande parte por empresas privadas. Nesse contexto, foi estabelecida a Lei Geral de Telecomunicações que, segundo o próprio governo de então, visava colocar ao alcance dos peruanos o serviço e a importação de meios modernos de comunicação de massa, destinados a cumprir um papel social, e não se transformarem em um privilégio particular. Conseqüentemente, na noite da promulgação da lei, funcionários do Ministério dos Transportes e Comunicações tomaram posse das estações locais de rádio e televisão mais importantes, expropriando as ações das empresas.

Com essa medida, 51% do capital das empresas de TV e 25% do das estações de rádio, passaram às mãos do Estado através da Gerência de Radiodifusão da Entel, entidade responsável pela gerência dos veículos. Em 1972, se estabelece por decreto que, no caso das empresas de radiodifusão cujo capital social foi adquirido em sua totalidade pelo Estado, estas seriam fundidas com a Entel (Compañía Peruana de Teléfonos). Esse foi o caso da Rádio La Crónica, completamente desapropriada, que passou a integrar o sistema estatal de radiodifusão juntamente com a Rádio Nacional e a TV Perú.

Assim, a Entel passou a ter em sua gerência duas rádioemissoras e uma estação de televisão, além de representar o Estado em 21 estações de rádio e quatro de televisão e administrar 21 empresas absorvidas pelo governo. Em 17 de dezembro de 1974, foi aprovado o estatuto orgânico da Empresa de Radiodifusão do Peru (Enrad Peru), que assumiu as atividades da Rádio Nacional do Peru e suas afiliadas, da Televisão Nacional (Canal 7) e da própria Entel.

Nos anos 80, com a restauração da democracia e o retorno do capital social dos veículos de comunicação para seus proprietários anteriores, surgem novos canais de TV e emissoras de rádio. Os dois meios estatais, juntamente com a rádio cultural Filarmonía formam a estrutura pública de radiodifusão do país.

A rádio Filarmonía foi fundada pela iniciativa da Associação Cultural Filarmônica, uma entidade sem fins lucrativos cujo principal objetivo era criar uma rádio cultural no Peru, em 1983. As primeiras transmissões aconteceram em janeiro do ano seguinte, com programas dedicados a difundir música erudita, com espaços culturais e educacionais abertos a toda comunidade. A estação começou transmitindo apenas 16 horas por dia, passando, mais tarde a transmitir programação 24 horas ininterruptas.

Atualmente, a Rádio Nacional, com seu sistema digital, chega a todo território do Peru através de mais de 27 estações de rádio (FM) que se unem via satélite, garantindo uma alta qualidade de recepção. A emissora também opera na amplitude modulada (AM), com a mesma programação. O sinal da Televisão Nacional é transmitido a nível nacional. Recentemente, renovou sua programação incluindo espaços culturais.


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