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Histórico do Sistema

O uso de ondas de rádio no Paraguai se iniciou aproximadamente em 1912, juntamente com o telégrafo, mas a recepção dos sinais só se difundiu no país em 1922, quando várias pessoas começaram a experimentar, como em outras partes do mundo, a recepção de ondas por galena ou aparelhos caseiros. Durante a Guerra do Paraguai e da Bolívia, surgiram as primeiras estações comerciais, que desempenharam importante papel na divulgação dos conflitos.

A Rádio Carlos Antonio Lopez (ZP 12) foi fundada em 1962 e operava de forma independente sob a administração da Companhia Paraguaia de Comunicação, empresa estatal de telecomunicações operadora de linhas fixas, sem fio e de telefonia de longa distância. Desde 2001, pelo Decreto Nº 12.891, a emissora passou a depender artística e administrativamente da Rádio Nacional do Paraguai, que por sua vez depende da Presidência da República.

Seu orçamento foi, então, vinculado ao Estado, porém essa permaneceu funcionando com a mesma freqüência, 700 AM, na cidade de Pilar. Em 2009, foi inaugurado um novo equipamento de transmissão que potencializou o sinal de transmissão da ZP 12 para o sul do país. A rádio vinha operando praticamente em regime de privatização de seus programas quando, segundo o site da Presidência da República, “foi reorganizada e moralizada, e está a caminho de se tornar uma rádio pública”.

A história da Rádio Nacional do Paraguai foi diferente. A rádio sempre foi estatal e, no decorrer de mais de 80 anos, serviu aos interesses governamentais. Exerceu importante papel durante a ditadura Stroessner, como uma ferramenta eficaz de desinformação e propaganda partidária. Com a queda da ditadura, em 1989, a Rádio Nacional eliminou a cadeia oficial e o programa A voz do Colorado, dois símbolos de comunicação Stroessner, mas ainda manteve seu perfil de rádio oficial, ou seja, favorecia a transmissão direta dos atos do Presidente e de militares, garantindo espaços exclusivos ao Partido Colorado.

Sua programação ficou por muito tempo restrita a programas folclóricos e musicais. Especialmente nos últimos anos, a Rádio dividiu seu espaço entre o futebol, o folclore e informações oficiais. O atual governo defende que encontrou o veículo vazio de conteúdo e recursos. “Estamos em uma obra de profunda reestruturação e re-fundação, de modo que o trabalho leva tempo e exige esforço, paciência e recursos. A grande maioria dos funcionários acompanha este processo com muitas expectativas para melhorar a sua situação de emprego”, diz a página da Rádio Nacional na internet.

Quanto à televisão no país, seu desenvolvimento foi mais recente, como no resto do mundo. Em 1965, em Assunção, se realizaram as primeiras emissões experimentais de TV no Paraguai. As séries estrangeiras ocupavam grande parte da programação, que era emitida somente no horário da noite. Com a inauguração da estação de terra Areguá, se iniciaram as primeiras transmissões via satélite. No início da década de 1980, gradualmente, as transmissões em corres substituíram o preto e branco.

O projeto de uma TV pública paraguaia foi desenvolvido pela Secretaria de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento Social (Sicom), da Presidência da República, conforme o Decreto n º 4.982, de 30 de agosto de 2010. Segundo o governo, a iniciativa faz parte de um esforço para o fortalecimento dos meios de comunicação pública no país, e seria concebida como um espaço de diálogo nacional, de modo a conduzir o processo de acesso à era digital e incentivar a apropriação cidadã do espaço público.

Em 14 de maio de 2011 o projeto para criação da Televisão Pública Digital no Paraguai foi lançado em meio às comemorações do Bicentenário da Independência do país. O evento contou com a presença de representantes do governo japonês, que doou ao Paraguai equipamentos tecnológicos para a implementação do modelo de TV Digital produzido no país oriental (Terrestrial Integrated Services Digital Broadcasting - ISDB-T). A transmissão do sinal digital está em funcionamento em todo o país desde agosto deste ano.

A escolha do ISDB-T foi baseada em uma recomendação da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) e por sugestões da Comissão Interamericana de Telecomunicações (CITEL) da Organização dos Estados Americanos. Essa mesma tecnologia foi escolhida pelos vizinhos e parceiros regionais do bloco do Mercosul, Argentina e Brasil, além do Chile, Equador, Peru e Venezuela, enquanto Colômbia e Uruguai optaram pelo modelo europeu.

Segundo o discurso do presidente Fernando Lugo, no lançamento da TV, o país não buscará uma televisão cúmplice do governo, mas que assuma o compromisso de construir uma sociedade democrática. “Estamos encorajados por esse olhar; não do cidadão espectador-consumidor, mas sim como protagonista do processo que avança, com a participação do povo”, acrescentou o presidente, garantindo que a população poderá fornecer idéias, sugestões e programas para o veículo.


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