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Cientistas brasileiros e portugueses debatem políticas para comunicação no Brasil e em Portugal

Na manhã da última quarta-feira (27/082014), pesquisadores brasileiros e portugueses se reuniram para discutir políticas voltadas para os veículos públicos dos dois países no seminário Políticas de comunicação, radiodifusão pública e cidadania: subsídios para o desenvolvimento sócio-cultural em Portugal e no Brasil.

A sessão contou com duas mesas de debate sobre os desafios atuais da radiodifusão pública no espaço luso-brasileiro em contexto de adaptação da produção, difusão e acesso a conteúdos midiáticos em novas plataformas digitais.

A primeira parte do evento debateu o panorama da regulação dos meios de comunicação na América Latina e em Portugal, por meio da apresentação de projetos de pesquisa em andamento na Universidade de Brasília e na Universidade do Minho.

A professora Nelia del Bianco apresentou resultados do Observatório Latino-Americano de Radiodifusão Pública. “Como resultados da pesquisa, percebemos que países latino-americanos têm valorizado e reorganizado veículos públicos e estabelecido canais de participação da sociedade no acompanhamento dos conteúdos veiculados”, relatou Nelia. “Os veículos públicos também têm reconfigurado modelo de financiamento e programação, incluindo práticas de exibição de conteúdos independentes, concluiu.

Portugal é o maior parceiro na co-produção audiovisual brasileira. De 83 filmes realizados entre 2005 e o ano passado, 22 foram desenvolvidos em parceria com os portugueses. Entretanto, poucos alcançaram repercussão. “Por que os filmes brasileiros e portugueses encontram tanta dificuldade para terem visibilidade?”, provocou a professora Dácia Ibiapina. “Uma das razões é a ocupação do mercado pelo cinema hegemônico. Outra é que é preciso encontrar maneiras de distribuir a produção audiovisual de forma criativa estudando melhor a televisão e a internet”, analisou Dácia.

Docente da Universidade do Minho, Luis Santos sistematizou resultados de estudo sobre regulação da comunicação em dezesseis países. “A pesquisa demonstrou que é preciso assegurar condições para que os reguladores não sofram influência indevida dos regulados”, afirma Santos. “Além disso, análises comparadas dos processos de regulação devem feitas levando em conta os contextos político, econômico, social e cultural”, considerou.

A primeira mesa se encerrou com apresentação da professora Elen Geraldes, da UnB, sobre Direito de Acesso a Informações Públicas. “A Lei de Acesso à Informação representou novo patamar na relação do Estado com a sociedade no Brasil, país marcado pela cultura do silêncio decorrente de tradição colonial, escravocrata, cartorial e ditatorial”, avaliou.

PARTICIPAÇÃO

Na segunda mesa, também estiveram presentes pesquisadores das duas instituições, que discutiram o tema da participação nos meios de comunicação e da educação para a mídia.

O professor Fernando Oliveira Paulino, da Faculdade de Comunicação (FAC/UnB), descreveu os objetivos do projeto e fez considerações sobre o sistema de comunicação pública no país. “É preciso assegurar que os canais ofereçam conteúdos diversificados“, disse.

Junto com Jairo Faria, Paulino fez referência a atividades conjuntas entre UnB e Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que têm analisado conteúdos transmitidos por rádios públicas. “A parceria entre UnB e EBC é inovadora e colabora tanto com os profissionais da EBC como com atividades de ensino, pesquisa e extensão”, finalizou.

Teresa Alves, doutoranda na Universidade do Minho (UM), tem investigado como rádios de Brasil e de Portugal fazem referência informativa e musical sobre cada país. Como resultado do trabalho, Teresa verificou que a música brasileira tem mais presença nas emissoras portuguesas. “A programação sobre cultura lusófona em Portugal é integrante, no Brasil é segregadora”.

Pesquisadora na UM e coordenadora do Termo de Cooperação com a UnB, Madalena Oliveira fez considerações sobre a participação do público. “Existem muitos mitos em relação à participação. Na verdade, devemos levar em conta as condições e as motivações que fazem com que as pessoas entrem em contato com os veículos de comunicação”.

A relação do público com a mídia também esteve presente na fala do professor Luiz Martins da Silva (UnB). “Como os veículos de comunicação são fundantes dos processos de socialização, verificamos a necessidade de incluir literacia da mídia”, propôs.

Veet Vivarta apresentou o trabalho de monitoramento que a Andi Comunicação e Direitos tem realizado. “Acompanhar os conteúdos veiculados tem contribuído para estimular com o aprimoramento das produções jornalísticas”, considerou.

O evento é resultado de projeto de pesquisa e cooperação entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade do Minho (UM) aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes, Brasil) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, Portugal).

 

Fonte: Agencia de notícias da UnB

Publicado em: 01/09/2014.

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